TUTANKAMON
Peças do Tesouro de TUTANKHÂMAN encontrado na tumba, em 1922, em uma das câmaras.
Sobre o Faraó TUTANKAMON
Tutankamon, também conhecido como o “Faraó Menino”, nasceu em 1336 a.C e morreu em 1327 a.C. Foi faraó do Egito Antigo entre os anos de 1361 e 1352 a.C. Era filho do faraó Akhenaton com sua meia irmã consorte. Tutankamon era casado com sua meia irmã.
Vida e morte
Ainda existem muitas dúvidas sobre a vida de Tutankamon. Foi o último faraó da 18ª dinastia. Durante seu curto período de governo, levou a capital do Egito para Memphis e retomou o politeísmo, que havia sido abandonado pelo pai e sogro Akhenaton. Sabe-se que morreu de forma traumática ainda na adolescência. Alguns pesquisadores acreditam que ele tenha sido vítima de uma conspiração na corte e, possivelmente, tenha sido assassinado com um golpe na cabeça. Tesouros de Tutankamon A importância atribuída para este faraó está relacionada ao fato de sua tumba, situada numa pirâmide no Vale dos Reis, ter sido encontrada intacta. Nela, o arqueólogo inglês Howard Carter encontrou, em 1922, uma grande quantidade de tesouros. O corpo mumificado de Tutankamon também estava na tumba, dentro de um sarcófago, coberto com uma máscara mortuária de ouro. O caixão onde estava a múmia do faraó também é de ouro maciço. Na tumba de Tutankamon foram encontradas mais de cinco mil peças (tesouros). Entre os objetos estavam jóias, objetos pessoais, ornamentos, vasos, esculturas, armas, etc. A maldição de Tutankamon Durante a escavação da tumba de Tutankamon, alguns trabalhadores da equipe morreram de forma inesperada. Criou-se então a lenda da Maldição do Faraó. Na parede da pirâmide foi encontrada uma inscrição que dizia que morreria aquele que perturbasse o sono eterno do faraó. Porém, verificou-se depois que algumas pessoas haviam morrido após ter respirado fungos mortais que estavam concentrados dentro da pirâmide. esta e a mascara de:Tutankamon.
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Agosto/ 2017
Hipótese relativa os progenitores de Tutancâmon, a mais aceita
hoje em dia, aponta como seus pais Aquenáton e uma esposa secundária
deste, Kiya. Esta rainha poderia ter uma origem estrangeira, talvez
mitânia. Uma cena num relevo do túmulo de Aquenáton, no qual a família
real lamenta a morte de um membro, é interpretado como uma alusão à
morte de Kiya durante um parto, sendo este justamente o parto de
Tutancâmon. Sabe-se pouco sobre Kiya, mas os últimos dados que se
conhecem desta figura referem-se ao ano 11 do reinado de Aquenáton, data
que se considera mais ou menos coincidente com o nascimento de
Tutancâmon.
EM 2017, O arqueólogo Zahi Hawass disse ter encontrado evidências de um túmulo que poderia pertencer à esposa de Tutancâmon
.
Tutancâmon ascendeu ao trono aos nove anos de idade, sucedendo no cargo a Semencaré, rei sobre o qual se sabe muito pouco (segundo o egiptólogo Nicholas Reeves, Semencaré seria Nefertiti
com outro nome), mas, Semencaré era o título dado a corregentes dos
faraós, esse citado era na realidade um nobre, chamado Panhesy, da alta
estirpe de Amarna que se casou com Meritaton, filha mais velha de
Aquenáton, que o sucedeu após sua morte - ambos teriam sido assassinados
em Amarna juntamente com quase todos seus moradores, pois "Ay" vizir na
época, queria o trono para si e sem herdeiros seria mais fácil. Por
milagre, Tutancâmon e sua irmã Anchesenamon, conseguiram sobreviver à
matança e foram levados a Tebas para serem casados e coroados, ele com 9
anos e ela com 11 anos de idade.
Devido à jovem idade do rei, os verdadeiros governantes durante este período foram Aye e Horemheb,
dois altos funcionários do tempo de Aquenáton, que mais tarde seriam
eles próprios faraós. Ay era, provavelmente amante de Tié (talvez já
viúva a esse tempo) e pai de Nefertiti. Durante o tempo de Aquenáton era
o intendente dos cargos reais, tornando-se vizir, uma posição de grande
prestígio que manteve durante o reinado de Tutancâmon.
No quarto ano do seu reinado o jovem rei mudou o seu nome de
Tutancaton para Tutancâmon ("imagem viva de Amon"). A sua esposa fez o
mesmo, passando de Anchesenpaaton para Anchesenamon ("ela vive para
Amon"). Esta mudança dos nomes está relacionada com a rejeição das
doutrinas religiosas de Aquenáton e com a restauração dos deuses
antigos. Durante a fase final do reinado de Tutancâmon a repressão sobre
o culto aos outros deuses tinha se acentuado, tendo o rei mandado
destruir todos os nomes de outros deuses que se achassem em inscrições,
com excepção de Aton.
A situação do Egito parecia ser catastrófica nesta época, a acreditar no texto gravado numa estela, a chamada "Estela da Restauração", que foi encontrada no terceiro pilote do templo de Amon em Karnak.
Nele se afirma que os templos dos deuses estavam em pleno estado de
decadência e estes, irados, tinham lançado a confusão no país. Até as
expedições militares no Próximo Oriente pareciam não alcançar sucesso
devido à indiferença perante os templos e os deuses.
Assim, e ainda segundo a estela, o rei terá mandado fazer novas
estátuas de deuses, restaurar os seus templos, bem como os cultos
diários que ali eram conduzidos pelos sacerdotes.
Morte e consequências
Pintura mural no túmulo de Tutancâmon
Tutancâmon faleceu aos dezenove anos em 1324 a.C.
Uma vez que o seu túmulo não estava ainda pronto, foi sepultado num
túmulo de dimensões pequenas, pouco habitual para alguém que ocupou o
cargo de faraó.
A sua viúva, Anchesenamon. toma uma atitude desconcertante. Numa carta enviada a ,Supiluliuma, rei dos hititas,
a rainha pede ao soberano um dos seus filhos como marido,
prometendo-lhe o trono do Egito. Os hititas tinham sido inimigos do
Egito, razão pela qual este pedido era estranho. Supiluliuma desconfiou
das intenções da rainha, julgando tratar-se de uma armadilha. Na
resposta enviada perguntou à rainha onde estava o filho de Tutancâmon.
Anchesenamon, despeitada, afirma que não tem filhos. Depois de refletir o
rei hitita decidiu atender ao pedido da rainha, enviando um filho que
seria coroado rei do Egito. Contudo, este príncipe nunca chegou ao
Egito, julgando-se que foi morto no caminho por espiões enviados por
Horemheb ou Ay.
Ay casaria com Anchesenamon, talvez contra vontade desta, o que lhe
permitiu tornar-se rei. Teria já uma idade avançada (entre os sessenta e
os setenta anos), e inexplicavelmente meses depois, a rainha morre
misteriosamente, tendo sido faraó durante quatro anos, morrendo de
"causas naturais" meses após Horemheb retornar de uma das várias guerras
que participava. Respeitou a memória de Tutancâmon, não usurpando os
seus monumentos. Foi sucedido por Horemheb que não precisou se casar com
ninguém, pois já não havia membros da família real vivos e o mesmo por
ser herói de guerra, teve apoio maciço do povo, reinou durante vinte e
sete anos e não deixou herdeiros.
Causa da morte
Máscara mortuária de Tutancâmon (vista lateral)
Devido à falta de elementos informativos relativos a Tutancâmon, especula-se sobre os motivos da morte do faraó.
Em 1925 foi realizada uma autópsia na múmia por Douglas Derry, tendo se considerado na época a hipótese de uma morte natural, talvez por
.tuberculose.
Em 1968 uma equipe da Universidade de Londres liderada por R.G
Harrison obteve autorização para realizar raios-X à múmia. Uma ferida
perto da orelha esquerda do faraó, que penetrou no crânio, produzindo
uma hemorragia,
foi apontada como causa da morte. Esta ferida poderia ter sido causada
por um golpe ou um acidente. As radiografias mostraram como um osso
tinha penetrado no crânio. Alguns investigadores avançaram com a
hipótese de assassinato que teria tido como autores Ay e Horemheb. O que
pelas confusões pelo poder na época é o mais provável.
Em janeiro de 2005 a múmia foi retirada do seu sarcófago no túmulo do Vale dos Reis, tendo sido alvo de um exame no qual se recorreu à tomográfia computadorizada (TC). Este exame, que teve uma duração de quinze minutos, gerou 1700 imagens.
Os novos exames descartaram a hipótese de morte por assassinato. Em
Novembro de 2006 o médico Ashraf Selim, com base em novas e sofisticadas
análises, apresentou novas evidências que sustentam esta teoria. Quanto ao osso encontrado no crânio julga-se que foi provocado por um erro durante o processo de embalsamento do corpo.
Em maio de 2005, egípcios, franceses e amaricanos reconstituíram sua face a partir de imagens de tomográfia computadorizada. O rei Tut - como foi apelidado - tinha a parte posterior do crânio estranhamente alongada e o queixo retraído.
Conforme notícias divulgadas pela
Agence France-Presse em 16 de fevereiro de 2010, Tutancâmon teria morrido, na verdade, devido à malária combinada com uma infecção óssea, segundo o estudo divulgado.
Para outro autor o faraó Tut teria passado por severo episódio de
malária antes de assumir o trono, mas teria morrido assassinado por Aye com um golpe na porção posterior do crânio.
O estudo parece abrir as portas a um novo enfoque de investigação em
genealogia molecular e paleogenômica do período faraônico, opinaram os
cientistas.
De acordo com estudos recentes desenvolvidos em 2013, o faraó foi supostamente morto por ter sido atropelado por uma carruagem.
A descoberta do túmulo de Tutancâmon
Inicialmente o túmulo de Tutancâmon estava destinado a situar-se em Amarna,
sendo hoje identificado como o túmulo KV-29. Quando se mudou para Tebas
foi ordenada a construção de um túmulo na parte oeste do Vale dos Reis.
Contudo, como já foi referido, este túmulo não estava concluído quando
ocorreu a morte do rei e Tutancâmon foi sepultado num túmulo privado
adaptado para si, situado na parte leste do Vale dos Reis .
Em novembro de 1922 foi descoberto o túmulo de Tutancâmon , resultado dos esforços de Howard Carter e do seu mecenas, o aristocrata Lord Carnarvon.
O túmulo encontrava-se inviolado, com excepção da antecâmara onde os
ladrões penetraram por duas vezes, talvez pouco tempo depois do funeral
do rei, mas por razões pouco claras ficaram-se por ali.
A câmara funerária foi aberta de forma oficial no dia 16 de Fevereiro
de 1923. Estava preenchida por quatro capelas em madeira dourada
encaixadas umas nas outras, que protegiam um sarcófago
em quartzito de forma rectangular, seguindo a tradição da forma dos
sarcófagos da XVIII dinastia. Em cada um dos cantos do sarcófago estão
representadas as deusas Ísis, Néftis, Neith eSelket.
Dentro do sarcófago encontravam-se três caixões antropomórficos,
encontrando-se a múmia no último destes caixões; sobre a face a múmia
tinha a famosa máscara funerária. Decorados com os símbolos da realeza
(a cobra e o abutre, símbolos do Alto e do Baixo Egito, a barba postiça
retangular e ceptros reais), o peso dos três caixões totalizava 1375
quilos, sendo o terceiro caixão feito de ouro. Na câmara funerária foram
colocadas também três ânfora,
estudadas em 2004 e 2005 por arqueólogos espanhóis coordenados por Rosa
Lamuela-Raventós. Os estudos revelaram que a ânfora junto à cabeça
continha vinho tinto, a colocada do lado direito do corpo continha
shedeh (variedade de vinho tinto mais doce) e a terceira, junto aos pés, continha vinho branco.
Esta pesquisa revelou-se importante pois mostrou que os egípcios
fabricavam vinho branco, mil e quinhentos anos antes do que se pensava.
O ferro da lâmina de uma das adagas encontradas junto da múmia é feita do metal de um meteorito.
Na câmara do tesouro estava uma estátua de Anúbis,
várias jóias, roupas e uma capela, de novo em madeira dourada, onde
foram colocados os vasos canópicos do rei. Neste local foram achadas
duas pequenas múmias correspondentes a dois fetos do sexo feminino, que
se julgam serem as filhas do rei, nascidas de forma prematura.
Embora os objetos encontrados no túmulo não tenham lançado luz sobre a
enigmática vida de Tutancâmon, revelaram-se bastante importantes para
um melhor entendimento das práticas funerárias e da arte egipcia.
A "maldição" do faraó
Em torno da abertura do túmulo e de acontecimentos posteriores
gerou-se uma lenda relacionada com uma suposta "maldição" ou "praga da
morte", lançada por Tutancâmon contra aqueles que perturbaram o seu
descanso eterno. O mecenas de Carter, Lord Carnarvon
faleceu a 5 de abril de 1923, não tendo por isso tido a possibilidade
de ver a múmia e o sarcófago de Tutancâmon. No momento da sua morte
ocorreu na capital egípcia uma falha elétrica sem explicação e a cadela
do lorde teria uivado e caído morta no mesmo momento na Inglaterra. Nos
meses seguintes morreriam um meio-irmão do lorde, a sua enfermeira, o
médico que fizera as radiografias e outros visitantes do túmulo. Para
além disso, no dia em que o túmulo foi aberto de forma oficial o canário
de Carter foi engolido por uma serpente, animal que se acreditava
proteger os faraós dos seus inimigos. Os jornais da época fizeram eco
destes fatos e contribuíram de forma sensacionalista
para lançar no público a ideia de uma maldição. Curiosamente, Howard
Carter, descobridor do túmulo, viveu ainda durante mais treze anos.
Acidente com a máscara mortuária
Um acidente causou danos irreversíveis na máscara, os conservadores utilizaram epóxi para corrigir um dano causado na peça que compõe a barba, atualmente não existem maiores detalhes sobre o incidente.