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2.07.2012

EGIPTO, PIONEIRO NO DIVÓRCIO

VIDA COTIDIANA NO EGITO ANTIGO



As castas mais baixas e os escravos, principalmente as mulheres domésticas, andavam quase ou completamente nus. Já as castas superiores usavam vestimentas variadas feitas de linho e algodão.
Adoravam a transparência que permitia a visão dos belos corpos que possuíam. Os corte eram simples, o chanti,  era um pedaço de tecido amarrado na cintura como uma tanga. 
Quanto mais nobre a casta, mais sofisticados eram suas vestimentas com bordados e pedras preciosas.


O haik era uma túnica longa, usadas pelas mulheres. Já o calasiris era um item  da classe alta, usado tanto por homens quanto por mulheres. Era uma capa retangular que podia virar túnica se costurado do lado, feitas de tecidos leves e transparentes usada por cima do haik ou do chanti.


               
 O conceito estabelecido pelos arqueólogos com relação à vida cotidiana dos antigos egípcios baseia-se em artefatos encontrados nos sítios. Por exemplo, sabe-se muito da vida dos faraós, rainhas e da nobreza em geral devido à riqueza de informações deixadas nas paredes dos túmulos e outros monumentos. Exatamente por este motivo que não se sabe com precisão o tipo de vida que o egípcio comum levava. Durante décadas acreditou-se que as grandes pirâmides do planalto de Gizé foram erguidas por escravos, mas achados recentes revelam que os trabalhadores eram assalariados e, quando morriam, enterrados com alguns objetos, como acontecia com a classe nobre. Logo, descobertas podem mudar toda a noção que conservamos como correta.

 DIVÓRCIO

O DIVÓRCIO É TÃO ANTIGO QUANTO A CIVILIZAÇÃO, já existia no Antigo Testamento e foi abolido pelo Cristianismo. Na antiguidade teve força no EGITO.



A sociedade era patriarcal, mas sabe-se que a mulher exercia grande influência sobre toda a civilização egípcia (basta lembrar-se de Hatshepsut, Nefertiti, Nefertari e Cleópatra VII). Os egípcios estavam tão à frente de seu tempo que as mulheres podiam escolher seus maridos e pedir o DIVÓRCIO! Tal costume, já milenar na época dos césares, escandalizava o Senado romano.

O pai era responsável pela sustentação da família, enquanto a mãe cuidava do lar e criava as crianças. Os filhos, além de brincar, preparavam-se desde cedo para a vida adulta e, muitas vezes, eram aprendizes dos pais (a sociedade egípcia era dividida em castas, quase sempre sem mobilidade social, ou seja, o filho de um artesão seria um artesão, o filho de nobre seria nobre, etc).



A nobreza egípcia era muito vaidosa. Tanto homens como mulheres usavam roupas de linho branco e peles raras, além de magníficos colares e braceletes de ouro, incrustados com pedras preciosas e semi-preciosas como ametista, turquesa, lápis-lázuli, etc. Por ser um povo muito supersticioso, os egípcios desenvolviam jóias que continham amuletos. Os cosméticos usados pelo faraó e sua corte também eram de extrema importância, pois seu uso era destinado não apenas ao aspecto estético, mas também à saúde e higiene. Na realeza, costumava-se pintar os olhos com kohl, uma tinta preta obtida  a partir do chumbo, da fuligem ou da grafite (a maquiagem foi inventada no Antigo Egito).

Por incrível que pareça, para os antigos habitantes do Nilo, os cabelos eram considerados uma "sujeira" do corpo. Muitos os raspavam e usavam elaboradas perucas no lugar. Essas perucas, ironicamente, eram feitas com cabelo humano e presas com resinas e ceras que, sob o calor escaldante do Egito, derretiam e emitiam perfumes...

Transportes
Os egípcios usavam muito o rio Nilo como via de transporte de mercadorias e pessoas. Para tanto, embarcações de todos os tamanhos eram utilizadas. As embarcações grandes eram feitas de madeira, enquanto as pequenas eram de fibras de papiro. Cavalos, camelos e bois também eram usados como meios de transportes.


Educação
No Egito Antigo existiam as "Casas de Vida". Eram espécies de escolas avançadas, que serviam também como biblioteca, oficina, arquivo e local para copiar manuscritos. Somente os sacerdotes e escribas tinham acesso a estas instituições de ensino.

Diversão 
 A natação, lutas e jogos de tabuleiros eram as formas de lazer mais comuns no Egito Antigo. Os mais ricos divertiam-se também com competições no rio Nilo, usando embarcações. As crianças gostavam de brincar com bonecos feitos de madeira e bolas. Brincadeiras coletivas, baseadas em danças e jogos de equipe também eram comuns entre os pequenos egípcios.

 Alimentação

A alimentação dos mais pobres (camponeses, escravos) era composta basicamente por pão e água. Raramente comiam carne e frutas.
Já os mais ricos (faraós, sacerdotes, chefes militares, ricos comerciantes) possuíam uma alimentação bem variada. Além de pão, consumiam muita carne animal (boi, porco e peixe), queijos, frutas e legumes. O cardápio era composto também por vinho e uma espécie de cerveja.


 Habitação
As casas dos mais pobres eram simples e pequenas. Geralmente eram feitas de barro ou pedras. Com apenas um cômodo, quase não possuíam móveis. Os camponeses dormiam em esteiras ou palhas jogadas no chão. Os utensílios domésticos eram pequenos copos, potes e vasos de cerâmica.

As casas dos mais ricos eram grandes e espaçosas, compostas por vários cômodos. Feitas de tijolos de barro, possuíam em seu interior vários utensílios e móveis (cadeiras, camas, mesas, bancos). Eram decoradas por dentro e recebiam pintura interna e externa. Os faraós habitavam em palácios onde o luxo e o conforto eram as marcas principais.


8.08.2011

EGITO ÉPOCA PTOLOMAICA

Egito no período Ptolomaico

O Egito ptolemaico (ou ptolomaico) é um período da história do Egito que decorre entre 305 a.C., ano em que um antigo general de Alexandre Magno, Ptolemeu I Sóter, se tornou rei do Egito, e 30 a.C quando a rainha Cleópatra VII foi derrotada e o Egito passou a ser integrado no Império Romano como província.


1 História política

1.1 Alexandre Magno
1.2 Ptolemeu I
1.3 Ptolemeu II
1.4 Ptolemeu III
1.5 O declínio dos Ptolemeus

2 O governo

 História política
Alexandre Magno
Em 332 a.C. Alexandre Magno conquistou o Egito, onde foi acolhido pela população local como um libertador do país face ao domínio do Império Persa Aqueménida. Alexandre foi entronizado como faraó pelos sacerdotes egípcios e permaneceu durante seis meses no Egito para estabelecer o modelo administrativo do país. A cerimónia de coroação de Alexandre teve provavelmente lugar em Mênfis em 332 a.C.; segundo os relatos, Alexandre visitou no ano seguinte o oráculo de Amon no oásis de Siuá, onde o deus o teria reconhecido como seu filho, ao qual concedeu o domínio de todo o mundo.

No dia 7 de Abril de 331 a.C.. Alexandre fundou na região ocidental do Delta do Nilo, a cidade de Alexandria, segundo um modelo de cidade grega. Alexandria seria a nova capital política do país, bem como o grande centro cultural e económico do Mediterrâneo Oriental durante os próximos séculos.

 Alexandria, teve um destino brilhante devido aos cuidados dos ptolomaicos (o Egipto, apesar da sua monumentalidade, nunca possuíra grandes metrópoles): tornou-se um porto internacional, um centro financeiro e um foco de cultura graças à biblioteca.

Alexandre abandonou o Egito em Abril de 331 a.C. para prosseguir as suas conquistas territoriais que o levariam às portas da Índia, destruindo o Império Aqueménida. No seu regresso da Índia Alexandre adoeceu, vindo a falecer na Babilónia em 323 a.C., com apenas trinta e três anos de idade. Alexandre foi sucedido pelo seu filho, mas em pouco tempo o seu império foi dividido entre os seus generais. Em 305 a.C. um desses generais, Ptolemeu, que tinha sido governador do Egito, tomou o título de basileus (rei) e inaugurou a dinastia ptolemaica.

 Ptolemeu I
A primeira parte do reinado de Ptolemeu I foi dominada pelas guerras entre os vários reinos que resultaram da fragmentação do império de Alexandre Magno. O seu primeiro objectivo foi assegurar a sua posição sobre o Egito; de seguida partiria à conquista da Líbia, Síria e Chipre.

Ptolemeu I tomou o título de faraó, que lhe concedeu legitimidade religiosa para governar o Egito e consequentemente explorá-lo economicamente. Em 285 a.C. fez do seu filho co-regente.

Do ponto de vista da religião, Ptolemeu foi responsável pela introdução do culto de Serápis, divindade híbrida que resultou da fusão do popular deus egípcio Osíris com Ápis. Ptolemeu procedeu igualmente à deificação de Alexandre Magno.

Ptolemeu II
Ptolemeu II Filadelfo sucedeu ao pai em 283 a.C. Procurou prosseguir a política de hegemonia do Egito, travando duas guerras contra Antíoco I. Procurou atrair ao Egito as elites helénicas, conhecendo o seu reinado um desenvolvimento cultural, que se manifestou na fundação do museu e biblioteca de Alexandria. Em Alexandria seria igualmente construído o famoso farol, que foi uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.

O seu primeiro casamento foi com Arsínoe I, filha de Lísimaco, com a qual teria três filhos. Depois de repudiá-la, adoptou o costume egípcio do casamento entre irmãos, contraindo núpcias com a sua irmã Arsínoe II, rainha que teria influência política e que seria deificada pelo irmão após a sua morte. Foi devido a este casamento com a irmã - que chocou os Gregos - que Ptolemeu adquiriu o cognome de "Filadelfo", o que significa "que ama a sua irmã".

 Ptolemeu III
Ptolemeu III Evérgeta I, filho de Ptolemeu II e de Arsínoe I, sucedeu ao pai em 246 a.C.. Nesse mesmo ano casou com Berenice, filha do rei de Cirene, reino que incorporou no Egito. Sob o pretexto de vingar a morte da sua irmã, também chamada Berenice, entrou em guerra com o reino selêucida de Seleuco II Calinico. No fim da terceira guerra da Síria (246-241), o Egito continuava a dominar a Síria, a Cilícia, a Panfília, Chipre, a Cária e as ilhas do norte do mar Egeu. Foi durante o seu reinado que o Egito ptolemaico conheceria o apogeu.

O declínio dos Ptolemeus
Ptolemeu III faleceu em 221 a.C., sendo sucedido pelo seu filho, Ptolemeu IV Filopator, um monarca fraco e cruel com o qual se iniciaria a fase descendente do Egito ptolemaico. Influenciado pelos ministros Agátocles e Sosíbio, perdeu em 219 a.C. Selêucia de Piéria para Antíoco III, o Grande, mas a grande vitória egípcia na Batalha de Ráfia (217 a.C.), na Palestina, durante a Quarta Guerra Síria, permitiu repelir Antíoco III que se preparava para atacar o Egito.

Ptolemeu V
 Epifânio era apenas uma criança quando se tornou rei em 204 a.C., pelo que o governo efectivo do Egito estava nas mãos dos ministros Agatócles e Sosíbio. Nas próximas duas décadas o Egito conheceria uma série de revoltas locais contra os Ptolemeus. Antíoco III e Filipe V da Macedónia realizaram um pacto com o objectivo de derrotar o Egito e dividir os territórios por este controlados, e a partir de 204 a.C. o país perderia as suas possessões na Síria, Palestina, Ásia Menor e Egeu.

Ptolemeu V fez a paz com Antíoco III, e realizou uma aliança com a potência em ascensão, Roma. O rei faleceu envenenado, sendo sucedido por Ptolemeu VI Filometor, uma criança.

Aproveitando a situação, Antíoco IV invadiu o Egito, fez Ptolemeu VI prisioneiro e substitui-o pelo irmão, Ptolemeu VIII, em 170 a.C. Porém, Roma obrigou Antíoco a deixar o Egito e os dois irmãos concordaram em reinar em conjunto com a irmã, Cleópatra II. No entanto os dois Ptolemeus envolveram-se em disputas e em 163 a.C. Roma resolveu o litígio, dividindo o que restava do império ptolemaico entre ambos: Ptolemeu VI governaria o Egito e Ptolemeu VIII a Cirenaica. Quando Ptolemeu VI faleceu, Ptolemeu VIII tentaria apoderar-se do trono do Egito, mas Cleópatra fez do filho de Ptolemeu VI o novo rei (Ptolomeu VII), que seria assassinado pelo tio.

O governo
O Egito ptolemaico caracteriza-se pela centralização do governo na pessoa do rei, que administra o país através de leis (nomos), regulamentos (diagrammata) e ordenações (prostagmata). Esta pessoalização do poder já é detectável logo no primeiro monarca da dinastia, Ptolemeu I.
Os funcionários mais importantes da administração central eram o epistológrafo (chefe da chancelaria real), o arquidicasta (responsável pela justiça), o dioiceta (responsável pelas finanças) e o epistratego (chefe do exército).






A sétima Maravilha do mundo: O Farol de Alexandria, no Egito. Feita de marfim branco por Pitolomeu I e Pitolomeu II na ilha de Pharos,no qual se derivou o nome Farol. Esta estrutura media 400 pés de altura.









Nome Consorte Reinado Comentários

Ptolemeu I Sóter, o Salvador Berenice I 305 - 285 Foi um dos generais de Alexandre, o Grande, e foi a testemunha ocular que influenciou os relatos de Plutarco e Ariano, os historiadores de Alexandre mais confiáveis da Antiguidade.

Ptolemeu II Filadelfo, Que ama a irmã Arsínoe I, Arsínoe II 285 - 246 Fundador do museu de Alexandria. Casou com a sua irmã, Arsínoe II.

Ptolemeu III Evérgeta I, o Benfeitor Berenice II 246 - 221 Incorpora o reino de Cirene no Egipto. Auge do poder da dinastia ptolemaica.

Ptolemeu IV Filopator, o Amigo do pai Arsínoe III 221 - 205 Cruel e fraco, dominado pelo seu ministro Sosíbio.

Ptolemeu V Epifânio, o Ilustre Cleópatra I 205 - 180

Ptolemeu VI Filometor, o Amigo da mãe Cleópatra II 180 - 145 Quando ascendeu ao trono tinha apenas cinco anos, pelo que a sua mãe Cleópatra I foi regente.

Ptolemeu VII Neos Filopator 145

Ptolemeu VIII Evérgeta II Cleópatra II, Cleópatra III 170 - 116

Ptolemeu IX Sóter II (1º reinado) Cleópatra IV, Cleópatra V Selene 116 - 107

Ptolemeu X Alexandre I Berenice III 107 - 88

Ptolemeu IX Sóter II (2º reinado) 88 - 80

Ptolemeu XI Alexandre II Berenice III 80

Ptolemeu XII Neos Dionisos Cleópatra V 80 - 51

Cleópatra VII 51 - 30 Casou com o irmão Ptolomeu XIII com o qual reinou a partir de 51 a.C.. Retirada do poder, foi reposta em 46 a.C. graças à intervenção de Júlio César, seu amante. Após a morte de Ptolomeu XIII, casa com outro irmão, Ptolomeu XIV, mero rei fantoche. Com outro amante romano, Marco António tentou formar um império no Oriente, mas foi derrotada por Octávio em 31 a.C.

Ptolemeu XIII 51 - 47

Ptolemeu XIV 47 - 40

Ptolemeu XV César, dito Cesarião ou Caesarion (pequeno César) 44 - 30 Filho de Cleópatra VII, foi declarado co-regente aos três anos em 44 a.C.. Foi assassinado por Octávio em 30 a.C.


O mais antigo observatório de que se tem notícia mais precisa é o de Alexandria, fundado por Eratóstenes. Nesse observatório, conhecido como o Pórtico, Hiparco, no século II a.C., e, mais tarde, Cláudio Ptolomeu, estabeleceram uma tradição astronômica. No século VII, o Pórtico foi destruído, junto com a escola de Alexandria, pelo califa Omar.

Devem-se aos árabes, porém, os primeiros observatórios organizados em rede de cooperação recíproca, que se estenderam por todo o vasto império muçulmano. Já no século X, os árabes operavam com instrumentos de grande porte em Damasco, Raqqa, Cairo e Bagdá.

8.02.2009

AMEN-HOTEP IV OU AKHENATON

           
            Busto do Faraó Amenófis IV ou Amen-hotep IV, que mudou seu nome para:
                                                    
                                                               AKHENATON


               MAPA DO EGIPTO

Cerca d 1.400 a 1.390 anos AC, no reinado do faraó Tutmóses IV, avô de Akhenaton, ordenou-se sumo sacerdote, o mestre Melquizedek recém chegado de Salém. A esposa de Amenhotep III, que era filho de Tutmóses IV, foi chamada pelos egípcios de Tye.

Akhenaton era filho da rainha Tye e do faraó Amenhotep III. Neto de Tutmóses e de Yuiá.  Cresceu no Palácio de Malkata,  localizado ao sul da cidade de Tebas.  Tye e Amenófis ou Amenhotep III, tiveram mais de um filho, Akhenaton era o mais novo. Mas todos os anteriores morreram, inclusive o Pricipe Tutmés, seu irmão mais velho e herdeiro, filho de Amen-hotep III com Gilukhipa, esposa secundária, filha do Rei de Mitami.  Amen-hotep IV não estava destinado a ser Rei,  mais para ser Sacerdote ou até Sumo Sacerdote.

 Tye com o tempo convenceu seu filho, Akhenaton, a aceitar a doutrina sobre um DEUS ÚNICO.  Tye viveu até o ano 16 do reinado de seu filho, e sem dúvida ajudou na grande reforma. Contudo, ela morreu em Tebas, não em Amarna. Sua tumba se encontra no Vale dos Reis.

 Akhenaton, inicialmente denominado Amenófis IV, nasceu em Tebas no dia 24 de novembro de 1378 a.c., e foi o penúltimo faraó da décima oitava dinastia, (o último foi seu filho TUTANCÂMON),  período marcante na história egípcia. Cedo foi convidado a reinar, e de tal forma imprimiu a sua personalidade no governo, que nisto não foi superado por qualquer outro faraó..."

Akhenaton morava na cidade de Amarna junto da esposa Nefertiti e os filhos do casal, em um belo palácio, como atestam as escavações. Não se sabe ao certo como ou onde Akhenaton tenha morrido, mas sua tumba jamais foi encontrada. Akhenaton escreveu muitos hinos e poemas, que foram escritos nos túmulos amarnianos. São belos tributos que eram recitados nos cultos de Aton na cidade solar.

Nenhum ser humano na época, desde que Melquizedek desapareceu da carne, possuía uma concepção tão clara da religião revelada de Salém quanto Akhenaton.
Sob certos aspectos, Akhenaton é uma das pessoas mais notáveis da história humana. Durante a época de depressão espiritual que crescia na Mesopotâmia, ele lutou ardorosamente para conservar viva a doutrina de El Elohin, Aton o único Deus, no Egito, mantendo assim a filosofia monoteísta.

E foi em reconhecimento a essa bravura, entre outras razões, que o Avatar da era de peixes chamado Jesus nasceu não em Belém como contaram os concílios romanos em suas adulterações na história, mas talves, entre os ESSÊNIOS no Egito, onde alguns dos sucessores espirituais posteriores de Akhenaton o viram.

Akhenaton  foi a maior figura que surgiu entre Melquizedek e Jesus, foi uma dádiva conjunta ao mundo tanto para os hebreus como para os egípcios.
Nunca, em toda a história, qualquer rei conseguiu metodicamente levar uma nação inteira do politeísmo ao monoteísmo, como o fez o extraordinário Akhenaton.
Com uma determinação espantosa, esse jovem governante rompeu com o passado, mudou o seu nome, abandonou a sua capital, construiu uma cidade inteiramente nova em 4 anos, criou uma nova arte e uma nova literatura para todo um povo.


 No ano VI, Akhenaton  abandona Tebas para fundar uma nova cidade dedicada a Aton. O local escolhido situa-se entre Mênfis e Tebas, na margem direita do Nilo e recebeu o nome de Akhetaton ("o horizonte de Aton"), atualmente  Amarna.

 Porém ele andou depressa demais; ele construiu demais, mais do que o povo podia suportar, quando ele estabeleceu a luta contra o clero de Amom, e foi embora para o Sinai, ele fracassou em prover a estabilidade material e a prosperidade do seu povo, o qual reagiu desfavoravelmente contra os seus ensinamentos religiosos.

Quando as ondas subseqüentes de adversidade e de opressão abateram-se sobre os egípcios, Akhenaton procurou, muito sabiamente, estabelecer o monoteísmo sob a aparência do deus-sol. . Akhenaton pregou as doutrinas generalizadas da crença então existente em Aton, a respeito da paternidade e da maternidade de Deus, e criou uma religião que reconhecia uma relação íntima de adoração entre os homens e Deus.

Akhenaton era sábio o suficiente para manter a adoração exterior de Aton, o Deus-sol. Ele foi autor da exposição intitulada “O Único Deus”, um livro de trinta e um capítulos, ao qual enquanto Akhenaton esteve por, não se sabe, ao certo por quanto tempo, refugiado no Sinai os sacerdotes receberam ordens de destruí-lo.

Akhenaton também escreveu 137 hinos, Ao Deus Único doze dos quais estão agora preservados no Livro dos Salmos do Antigo Testamento, de autoria creditada aos hebreus, os mesmos hebreus que o abandonaram no deserto no período do êxodo para adorar um Deus de ouro criado por eles.

A suprema palavra de Akhenaton, na vida diária, era “retidão”, e ele expandiu rapidamente o conceito do reto proceder, de modo a abranger tanto a ética internacional quanto a ética nacional. Essa foi uma geração de uma piedade pessoal surpreendente e foi caracterizada por uma genuína aspiração, entre os homens e as mulheres mais inteligentes, de encontrar Deus e de conhecê-lo. Naqueles dias, a posição social ou a riqueza não davam ao egípcio quaisquer vantagens aos olhos da lei. A vida da família no Egito muito fez para preservar e aumentar a cultura moral e isso foi inspiração para a vida familiar posterior dos judeus na Palestina.  AKHENATON foi o verdadeiro Moisés e sua história assim como muitas foram adulteradas por Roma para serem colocadas na bíblia.

 Os especialistas continuam a debater sobre a possibilidade de ele ter sido o primeiro líder monoteísta do mundo. A comparação de um lider de uma seita religiosa, é notória.  Akhenaton insistia em um deus supremo, um criador onipotente que se manifestava à luz do Sol.  Via a si mesmo e a Nefertiti como extensões desse deus e, portanto, também dignos de veneração”.

Na verdade, esse pensamento de endeusamento havia começado com seu pai, Amenofis III, que reinou por 37 anos numa era de esplendor. Usou ele a riqueza do império para construir um conjunto de monumentos sem precedentes em Karnack e Luxor, centros religiosos do deus Amon, o patrono de Tebas.

Talvez, espelhando-se em seu pai, Akhenaton revolucionou a religião antiga. Por um breve período, os egípcios acreditaram que o deus-sol voltara à Terra na forma da família real. Houve um entusiasmo coletivo que se torna tangível na arte e na arquitetura. Todo o país celebrou aquela volta. Foi um dos períodos mais admiráveis da historia egípcia.

 Seus engenheiros criaram blocos de construção que se tornaram materiais úteis para estruturas posteriores, permitindo que as narrativas neles inscritas sobrevivessem por milênios. E, hoje, Amarna, sua capital abandonada, é o único local onde visitantes podem caminhar pelas ruas de uma antiga cidade egípcia.


EU RESPIRO O DOCE HÁLITO QUE SAI DA TUA BOCA,

DIZIA AKHENATON AO SOL DIVINO

EU CONTEMPLO A TUA BELEZA, TODO O DIA,

MEU DESEJO É DE OUVIR TUA DOCE VOZ,

COMO O VENTO DO NORTE.

MEU DESEJO É QUE A VIDA REMOCE MEUS MEMBROS,

GRAÇAS A TEU AMOR ;

DÁ-ME TUAS MÃOS

QUE REJUVENESCEM TEU ESPÍRITO,

QUE EU AS RECEBA,

QUE EU VIVA DELAS.

CHAMA-ME PÓR MEU NOME, ATÉ Á ETERNIDADE,

EU NÃO DEIXAREI NUNCA DE RESPONDER.

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
                                   
                                          AKHENATON E NEFERTITI



                                             
 TEMPLO DE NEFERTITI



RAIZES FAMILIARES:  As origens familiares de Nefertiti são pouco claras. O seu nome significa "a mais Bela chegou", o que levou muitos investigadores a considerarem que Nefertiti teria uma origem estrangeira, tendo sido identificada por alguns autores como Tadukhipa, uma princesa do Império Mitanni (império que existiu no que é hoje a região oriental da Turquia), filha do rei Tushratta. Sabe-se que durante o reinado de Amen-hotep III chegaram ao Egito cerca de trezentas mulheres de Mitanni para integrar o harém do rei, num gesto de amizade daquele império para com o Egito; Nefertiti pode ter sido uma dessas mulheres, que adotou um nome egípcio e os costumes do país.

Contudo, nos últimos tempos tem vingado a hipótese de Nefertiti ser egípcia, filha de Ay, alto funcionário egípcio responsável pelo corpo de carros de guerra que chegaria a ser faraó após a morte de Tutankhamon. Ay era irmão da rainha Tye, esposa principal do rei Amen-hotep III, o pai de Akhenaton; esta hipótese faria do marido de Nefertiti o seu primo. Sabe-se que a família de Aye era oriunda de Akhmin e que este tinha tido uma esposa que faleceu (provavelmente a mãe de Nefertiti durante o parto), tendo casado com a dama Tié.

De igual forma o nome Nefertiti, embora não fosse comum no Egito, tinha um alusão teológica relacionada com a deusa Hathor, sendo aplicado à esposa real durante a celebração da festa Sed do rei (uma festa celebrada quando este completava trinta anos de reinado).

                                                 Casamento com Amen-hotep
                                                                              
                                                            NEFERTITI


Não se sabe que idade teria Nefertiti quando casou com Amen-hotep (o futuro Akhenaton). A idade média de casamento para as mulheres no Antigo Egipto eram os treze anos e para os homens os dezoito. É provável que tenha casado com Amen-hotep pouco tempo antes deste se tornar rei.

O seu marido não estava destinado a ser rei. Devido à morte do herdeiro, o filho mais velho de Amen-hotep III, Tutmés, Amen-hotep ocupou o lugar destinado ao irmão. Alguns autores defendem uma co-regência entre Amen-hotep III e Amen-hotep IV, mas a questão está longe de ser pacífica no meio egiptológico. A prática das co-regência era uma forma do rei preparar uma sucessão sem problemas, associando um filho ao poder alguns anos da sua morte.

Nos primeiros anos do reinado de Amen-hotep começaram a preparar-se as mudanças religiosas que culminariam na doutrina chamada de "atonismo" (dado ao facto do deus Aton ocupar nela uma posição central). Amen-hotep ordenou a construção de quatro templos dedicados a Aton junto ao templo de Amon em Karnak, o que seria talvez uma tentativa por parte do faraó de fundir os cultos dos dois deuses. Num desses templos, de nome Hutbenben (Casa da pedra Benben), Nefertiti aparece representada como a única oficiante do culto, acompanhada de uma filha, Meketaton. Esta cena pode ser datada do quarto ano do reinado, o que é revelador da importância religiosa desempenhada pela rainha desde o início do reinado do seu esposo.

No ano quinto do reinado, Amen-hotep IV decidiu mudar o seu nome para Akhenaton, tendo Nefertiti colocado diante do seu nome de nascimento o nome Nefernefernuaton, "perfeita é a perfeição de Aton". Nefertiti passou a partir de então a ser representada com a coroa azul, em vez do toucado constituído por duas plumas e um disco solar, habitual nas rainhas egípcias.

AKHENATON E NEFERTITI
O CASAL SOLAR




Nefertiti foi a primeira esposa de Akhenaton, por isso, era a única que tinha o título de rainha do Egito. Era considerada uma das mais belas mulheres da corte de Amarna. Ficou célebre seu busto (foto), que por motivos desconhecidos tem um olho incompleto. Ela teve papel fundamental na revolução feita por Akhenaton, uma vez que tornou-se a suma sacerdotisa de Aton.

Akhenaton e Nefertiti tiveram seis filhas. Em ordem cronológica de nascimento: Meritaton, Maketaton, Ankhsepaton, Neferneferuaton, Neferneferuré e Sepetenré. Além delas, provavelmente, Tutankhamon, o único menino, mais filho de Akhenaton com outra esposa secundária. Tutancâmon, chamado de "O Faraó Menino", que mais tarde se casaria com a irmã Ankhsepaton.


Akhenaton, a revolução espiritual no antigo Egito




OBSERVAÇÃO:  Inicio de 2013.

Estas informações foram obtidas de alguns livros, ex: AKHENATON O Filho do Sol do autor Luiz Carlos Carneiro, AKHENATON E NEFERTITI  o casal solar de Christian Jacq, A MORADA DO FILHO DO SOL de Daniel Meurois-Givaudan, O EGÍPCIO de Mika Waltari  e de pesquisas de alguns sites, como por ex, Wikipédia.com