3.01.2011

PIRÂMIDES DO EGITO

                      MASTABAS que antecederam as PIRÂMIDES e a GRANDE ESFINGE
         Para os egípcios, a pirâmide representava os raios do Sol, brilhando em direção à Terra. Todas as pirâmides do Egito foram construídas na margem oeste do Nilo, na direção do sol poente.


                                                                                       
                                        PIRÂMIDES  DE GIZÉ                                                                       


                                       PIRÂMIDES, PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE

Pirâmide vem do grego PYRA que quer dizer: fogo, luz, símbolo e MIDOS que significa Medida.
As PIRÂMIDES de GIZÉ estão localizadas na esplanada de Gisé, na antiga Necrópole da cidade de Menfis, e atualmente integra o Cairo, no Egito.
Elas são as únicas das antigas maravilhas que sobrevivem ao tempo.

As três Pirâmides de Gisé foram construidas como Tumbas para os reis:
                                                
Três Reis: pai, filho e neto.
KUFU (Quéops) pai
QUÉFREN- filho
MENKÁURE (Míquerinos) neto

             A maior PIRÂMIDE  mede 146.6 metros de altura. Construida 2550 a.c. e 2500 milhões de blocos, cada bloco com 2.5 toneladas.
A grande Pirâmide de 450 pés de altura é a maior de todas as 83 Pirâmides do Egito, mede mais ou menos 7 quarteirões, todos os lados.
            O Templo mais bonito é o do Faraó Ramsés II, chamado ABU SIMBEL.
As Pirâmides não ficam no deserto como as pessoas pensam, elas ficam nos subúrbio de Gizah na grande Cairo, mais ou menos a 10 Km do centro.
Estima-se ter necessitado de uma força de trabalho de cerca de 100 mil pessoas ao longo de 20 anos, estes homens eram livres.
             Entre as Pirâmides, a de Quéops sobressai como uma das criações mais espetaculares e geniais da história da arquitetura. A pirâmide figurou na lista das "Estruturas mais altas do Mundo" construídas pelo homem por mais de 3800 anos.                 
r             Este monumento marca o auge da época de tais construções, tanto no que se refere ao tamanho quanto à complexidade da estrutura. Tendo uma superfície que cobre quase 53 mil metros quadrados, é sem dúvida um dos monumentos mais polêmicos de toda a Antiguidade e a única que ainda existe.
             Quanto maior a pirâmide, maior o poder e glória de um FARAÓ. Por isso, os faraós se preocupavam com a grandeza destas construções. Com mão-de-obra barata, milhares muitas vezes, elas eram construídas com blocos de pedras que chegavam a pesar 2,5 toneladas. Para serem finalizadas, demoravam, muitas vezes, mais de 20 anos. Desta forma, ainda em vida, o faraó começava a planejar e executar a construção da pirâmide.

"A matemática foi muito empregada na construção das pirâmides. Conhecedores desta ciência, os arquitetos planejavam as construções de forma a obter o máximo de perfeição possível. As pedras eram cortadas e encaixadas de forma perfeita. Seus quatro lados eram desenhados e construídos de forma simétrica, fatores que explicam a preservação delas até os dias atuais.
Ao encontrarem as pirâmides, muitas delas intactas, os arqueólogos se depararam com muitas informações do Egito Antigo.  Elas possuem inscrições hieroglíficas, contando a vida do faraó ou trazendo orações para que os deuses soubessem dos feitos realizados pelo governante"


            As pirâmides têm uma estrutura subterrânea complexa, composta de corredores e salas onde a sala funerária é escavada no solo. Depois da XX Dinastia, as pirâmides entram na sua fase clássica com a construção da ampla necrópole de Gizé. Primeiramente, os egípcios escavavam um amplo complexo subterrâneo e depois construindo a pirâmide externa. 

A ideia mais errada que as pessoas fazem em relação ao Antigo Egito: 
 A de que as pirâmides foram construídas por escravos, que passavam por terríveis privações, eram chicoteados e tudo o mais. Todos os egiptólogos já refutaram essa ideia, mas ela ainda persiste nos filmes e no imaginário popular. 


"Jamais houve escravidão no Egito. Todos os que trabalharam na construção dos monumentos recebiam salário", embora, como hoje, houvesse diferenças marcantes entre os salários dos diversos tipos de operários.



 Um segundo erro é o de que o faraó seria uma espécie de tirano, cercado de servas e concubinas.
 Pois bem: eu não desejaria a ninguém o cotidiano de um faraó, que era ainda mais pesado do que o de um chefe de Estado atual. Para começar, ele precisava acordar antes do amanhecer e fazer suas orações no templo. Em seguida, tinha de cumprir uma longa agenda de reuniões com ministros, com emissários de outros países etc. Além disso, o faraó não era um monarca absolutista. O regime egípcio estava muito mais próximo da monarquia constitucional. O rei devia respeitar uma série de normas, fundadas sobre as ideias de retidão e justiça e sobre a necessidade de alimentar toda a população. Os textos dizem literalmente que o faraó estava sujeito a essas leis primárias.


         EVOLUÇÃO

                                           Mastaba em Meidum




  

                            Mastaba ou Pirâmide de 6 degraus em Saggarah


  A construção das pirâmides sofreu uma evolução, desde o monte de areia de forma retangular que cobria a sepultura do Faraó, na fase pré-dinástica, passando pela MASTABA, uma forma de túmulo conhecida no início da era dinástica. Foi Djoser, fundador da IV dinastia, quem mandou edificar uma mastaba inteiramente de pedra. Tinha 61 metros de altura e 6 degraus em toda a volta, com 160 metros de comprimento norte-sul e 16,05 metros de leste a oeste.



                             
                         Interior da Mastaba\Pirâmide de 6 degraus




                                              AS TRÊS PIRÂMIDES  DE SNEFRU
                










 PROVERBIO ÁRABE

 "O HOMEM TEME O TEMPO E AINDA O TEMPO TEME AS PIRÂMIDES"!

          

                                                      PIRÂMIDE DE QUÉOPS

                                 
                                             Interior da PIRÂMIDE de Quéops






                                        IMAGEM AÉREA DA PIRÂMIDE

             Como todas as Pirâmides, cada uma faz parte de um importante complexo que compreende um templo, uma rampa, um templo funerário e as pirâmides menores das rainhas, todo cercado de túmulos (mastabas) dos sacerdotes e pessoas do governo, uma autêntica cidade para os mortos as valas aos pés das pirâmides continham botes desmontados: parte integral da vida no Nilo sendo considerados fundamentais na vida após a morte, porque os egípcios acreditavam que o defunto-rei navegaria pelo céu junto ao Rei-Sol.




                                           QUEM CONSTRUIU AS PIRÂMIDE

               As pirâmides do Egito foram construídas por trabalhadores recrutados entre a própria população, que recebiam alguma forma de pagamento, na forma de alimentos e de peças de cerâmica. Portanto não foram escravos, embora as condições de vida dos homens livres pobres não fossem lá muito melhores que as dos cativos. E, ao contrário do que afirmam livros e documentários sensacionalistas, as pirâmides certamente não foram erguidas por extraterrestres - nenhum arqueólogo que se preze vai dizer que visitantes de outro planeta as construíram.

              A propósito: elas serviam para os faraós aproveitarem a vida após a morte. Por isso, achamos ali objetos que pertenciam a uma minoria. No Egito, encontramos muito menos vestígios arqueológicos que mostrem como viviam os pobres, a maioria da população. Isso acontece porque pobre morava em construções mais precárias, que não duravam tanto.






                 Recentes pesquisas de Mendelssohn, comprovam  que por  volta de 80.000 homens trabalharam na construção da Grande Pirâmide, sendo que 10.000 empregados permanentemente e 70.000 homens sem qualificação empregados durante as cheias do Nilo. Estima-se que tenha levado 3 décadas, da base ao termino da construção.
                O próprio Mendelssohn mostrou que diversas pirâmides eram construídas simultaneamente, dessa forma, o número de pessoas utilizadas pode ter chegado a 150.000, valores próximos aos descritos por Heródoto.
Sem dúvida uma enorme quantidade de trabalhadores, sobretudo em relação à população egípcia de 5.000 anos atrás.
                  

                   ESFINGE DE GIZÉ, SÍMBOLO DA REALEZA EGÍPCIA


A Grande Esfinge de Gizé (ou Guizé) é uma enorme Esfinge (estátua composta do corpo de um leão e uma cabeça humana) situada no norte do Egito no planalto de Gizé na margem oeste do rio Nilo, nas cercanias da atual metrópole do Cairo. A grande esfinge é uma das maiores estátuas lavradas numa única pedra em todo o planeta e foi construída pelos antigos egípcios no terceiro milenio a.C.. Porém, existe um grupo de pesquisadores que afirma que a esfinge seria muito mais antiga, datando de, no mínimo, 10.000 a.C., baseando-se na análise do calcário e sinais de erosão provocados por água.

De acordo com alguns historiadores, egiptólogos, geólogos e arqueólogos, A GRANDE ESFINGE DE GIZÉ, tem aproximadamente 10.000 mil anos a.C.. O provável, é que a cabeça da Esfinge tenha sido modificada pelo Faraó Kéfren ou Quéfren, o quarto faraó da 4ª dinastia (2575-2465), e este tenha  colocado a sua fisionomia.

Esfinges são criaturas mitológicas com corpo de leão, cabeça de gente e (às vezes) asas de pássaro. São comuns tanto na cultura egípcia quanto na grega. A Esfinge de Gizé, a mais conhecida, é um dos símbolos da realeza egípcia.




             A Esfinge foi restaurada por um príncipe da 18ª dinastia, o qual teria sonhado que a Esfinge lhe disse que ele se tornaria faraó quando fizesse isso. A areia que a cobria foi retirada, e uma estela (coluna ou placa de pedra com inscrições) foi colocada entre suas patas, para comemorar o sonho e a restauração. Hoje, por causa da erosão, a Esfinge de Gizé está sendo restaurada de novo.
Curiosamente, os árabes conhecem a Esfinge de Gizé pelo nome Abu al-Hawl, que significa "Pai do Terror". O príncipe? Esse virou faraó Tutmés (ou Tutmósis) IV, que reinou em 1401-1391 a.C.


A Grande Esfinge foi esculpida em pedra calcária, tendo 57 metros de longitude, 6 metros de largura e 20 metros de altura, tornando-a a maior estátua esculpida em apenas um bloco de pedra. A esfinge olha para o leste e tem um pequeno templo situado entre suas patas.


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COMO E POR QUE SE FAZIA MUMIFICAÇÃO?






 Os egípcios acreditavam que preservar o corpo era necessário para o espírito sobreviver após a morte. No início, a mumificação era muito cara, sendo reservada apenas aos faraós e outros nobres. A partir da 18ª dinastia (1570-1304 a.C.), o costume estendeu-se ao resto da população.

Os embalsamadores tinham conhecimentos de anatomia e medicina. O processo era complicado e levava 70 dias:
# 1) Primeiro, extraíam-se o cérebro, as vísceras e todos os órgãos internos, para colocá-los em quatro vasos.
# 2) Depois, desidratava-se o corpo com várias resinas (entre elas o natrão, um composto de sódio).
# 3) Por fim, depois de 40 dias, ele era enfaixado com bandagens embebidas em óleos aromáticos.


9.17.2010

FARAÓS REIS DO EGITO


                                                    FARAÓS
Os Faraós eram os reis que governavam o Antigo Egito. Embora o termo não fosse tão utilizado na época, hoje se trata todos os monarcas do Império Egípcio como faraós, mas é preciso lembrar que todos esses governantes tinham suas características próprias apresentando uma diversidade muito grande de intenções enquanto ocupavam o trono.



AKHENATON E TUTANKAMON

A palavra faraó tem sua origem no hebraico e significa “casa elevada”, inicialmente o termo servia para representar o palácio real e só depois que foi apropriado pela figura do monarca. A palavra ficou muito conhecida através do livro do Êxodo na bíblia, que popularizou a denominação do monarca do Egito. A imagem de tal rei mais comum que se tem é decorrente daquela que é transmitida pelos filmes de Hollywood, com o faraó cercado de escravos e de mordomias, mas na prática era bem diferente, o líder do Egito tinha que desenvolver várias funções e governava com o auxílio de uma equipe.

Os faraós eram os administradores máximos do Egito, cabiam a eles os cargos de chefe do exército, primeiro magistrado e sacerdote supremo. Para completar a máquina administrativa do Império, os faraós eram auxiliados por escribas, que eram responsáveis pela burocracia; generais e oficiais do exército, encarregados das guerras; uma espécie de primeiro-ministro, chamado de Tjati, e os sacerdotes, encarregados das práticas e crenças religiosas.

Os impostos arrecadados no Egito concentravam-se nas mãos do faraó, sendo que era ele quem decidia a forma que os tributos seriam utilizados. Grande parte deste valor arrecadado ficava com a própria família do faraó, sendo usado para a construção de palácios, monumentos, compra de jóias, etc. Outra parte era utilizada para pagar funcionários (escribas, militares, sacerdotes, administradores, etc) e fazer a manutenção do reino.

Ainda em vida o faraó começava a construir sua pirâmide, pois está deveria ser o túmulo para o seu corpo. Como os egípcios acreditavam na vida após a morte, a pirâmide servia para guardar, em segurança, o corpo mumificado do faraó e seus tesouros. No sarcófago era colocado também o livro dos mortos, contando todas as coisas boas que o faraó fez em vida. Esta espécie de biografia era importante, pois os egípcios acreditavam que Osíris (deus dos mortos) iria utiliza-la para julgar os mortos.




                                                                DEUS HÓRUS          



Segundo a mitologia egípcia, o Deus Hórus havia governado o Egito por muito tempo, só depois que se estabeleceu o primeiro governo humano, no qual o monarca era um descendente direto de Hórus. A suposta linhagem divina tornava o faraó um ser sagrado no Egito, acreditava-se que seu sangue era composto pelos traços divinos do deus Hórus. A tradição aponta Menes como o primeiro faraó do Egito Antigo, o qual teria sido responsável por unificar o reino dividido, o que teria acontecido por volta de 3.100 a.C., embora haja suspeita entre os historiadores da existência de uma linhagem anterior.



Houve no Antigo Egito algo em torno de trinta e uma dinastias, dentre as quais algumas tiveram trocas constantes de monarca, devido às crises políticas ou mesmo invasões de povos estrangeiros. Entre tantos faraós na história do Egito, alguns se tornaram especialmente reconhecidos no mundo todo e alguns exerceram governos extremamente marcantes e importantes. Assim, alguns merecem citações.




Menés  foi um faraó do Antigo Egito da Época Tinita, creditado pela tradição clássica como o unificador do Alto  e Baixo Egito, e como o fundador da PRIMEIRA DINASTIA.
A identidade de Menés é um tema de debate em curso, embora o consenso geral dos egiptólogos identifica Menés como o faraó protodinástico Narmer (também creditado como unificador do Egito) como o primeiro faraó, evidenciado por diferentes titularias reais nos registros históricos e arqueológicos, respectivamente.

Quéops, faraó egípcio (2638-2613 a.C.), o segundo rei da IV dinastia. A realização mais importante de seu reinado foi a construção da Grande Pirâmide de Gizé, perto de Cairo.

Quéfren, quarto faraó (2603-2578 a.C.) da IV Dinastia do Egito. Construiu uma das pirâmides de Gizé. Durante muito tempo, pensou-se que a Grande Esfinge próxima a ela era uma representação do rei. Quéfren foi sucedido por seu filho Miquerinos.

 Tutmés I foi o primeiro faraó a ser enterrado no Vale dos Reis. Tutmés III, realizou 17 bem sucedidas campanhas militares e conseguiu afirmar a hegemonia do Egito no Oriente Médio, conquistando a Núbia, grande fornecedora de ouro, e tributando os povos dominados.

Tutmés I, faraó do Egito (1524-1518 a.C.) da XVIII dinastia, sucessor do seu cunhado Amenófis I (que reinou em 1551-1524 a.C.). Destacado militar, foi o primeiro faraó a ser enterrado no Vale dos Reis.

Tutmés II, faraó do Egito (1518-1504 a.C.), filho de Tutmés I e meio-irmão e marido da rainha Hatshepsut. Enviou uma expedição contra as tribos núbias rebeladas contra sua soberania e contra os beduínos, povo nômade dos desertos da Arábia e do Sinai.

Tutmés III, faraó do Egipto (1504-1450 a.C.). Era filho de Tutmés II e genro de Hatshepsut. Durante seu reinado, Tutmés III realizou 17 campanhas militares bem sucedidas, conquistando a Núbia e o Sudão. Conseguiu que os mais importantes estados lhe rendessem tributo: Creta, Chipre, Mitani, Hatti (o reino dos hititas), Assíria e Babilônia. Tutmés III afirmou a hegemonia egípcia em todo o Oriente Médio.

Hatchepsut ou Hatshepsut foi uma grande esposa real, regente e Faraó do Antigo Egito. Viveu no começo do século XV a.C, pertencendo à XVIII Dinastia do Império Novo. O seu reinado 1479 - 1457 a.c., de cerca de vinte e dois anos, corresponde a uma era de prosperidade econômica e relativo clima de paz.


Tutmés IV, faraó do Egito (1419-1386 a.C.) da XVIII dinastia, filho de Amenófis II e neto de Tutmés III. Comandou expedições militares contra a Núbia e a Síria, e negociou alianças com a Babilônia e o Mitanni.

Amenófis III, faraó do Egito (1386-1349 a.C.), da XVIII Dinastia, responsável por grandes trabalhos arquitetônicos, entre os quais parte do templo de Luxor e o colosso de Mêmnón. Seu reinado foi de paz e prosperidade.

Akhenaton ou Amenófis IV, faraó egípcio (1350?-1334 a.C.), também chamado Neferkheperure, Aknaton ou Amenhotep IV. Akhenaton era filho de Amenófis III e da imperatriz Tiy que era filha de YUIÁ, e marido de Nefertiti, cuja beleza é conhecida através de esculturas da época. Akhenaton foi o último soberano da XVIII dinastia do Império Novo e se destacou por identificar-se com Aton, ou Aten, deus solar, aceitando-o como único criador do universo. Alguns eruditos consideram-no o primeiro monoteísta. Depois de instituir a nova religião, mudou seu nome de Amenófis IV para Akhenaton, que significa "Aton está satisfeito". Mudou a capital de Tebas para Akhenaton, na atual localização de Tell al-Amama, dedicando-a a Aton, e ordenou a destruição de todos os resquícios da religião politeísta de seus ancestrais. Essa revolução religiosa determinou transformações no trabalho dos artistas egípcios e, também, no desenvolvimento de uma nova literatura religiosa. Entretanto, essas mudanças não continuaram após a morte de Akhenaton. Seu filho com uma esposa secundária, Tutankhamon, restaurou a antiga religião politeísta e a arte egípcia uma vez mais foi sacralizada.

Tutankhamon, faraó egípcio (reinou 1334-1325 a.C.) da XVIII Dinastia, filho de Akhenaton, a quem sucedeu. Tornou-se faraó com nove anos. Durante seu reinado, restaurou o culto a Amon, o que contribuiu para a paz no Egito.

Seti I (reinou de 1312 a 1298 a.C.), faraó egípcio, segundo governante da XIX dinastia, filho e sucessor do faraó Ramsés I. Nos últimos anos de seu reinado, conquistou a Palestina, combateu os líbios na fronteira ocidental e lutou contra os hititas.

 Ramsés I foi um militar de carreira, originalmente chefe dos arqueiro, e depois acabou se tornando vizir.  Também foi alto sacerdote do templo de Amon.
Sucedeu ao faraó Horemheb que, provavelmente, morreu sem ter tido filhos. Pouco se sabe sobre seu governo, que há de ter sido breve (um ano ou dois) 1292 a 1290 a.c, e o seu único ato conhecido foi nomear como herdeiro seu filho, Seti I (ou Maat-Men-Rá).

 

Ramsés II foi considerado o maior faraó egípcio. Teria subido ao trono com apenas 16 anos de idade. Embora tivesse outros irmãos de sangue mais velhos, quando seu pai morreu tomou o poder, afirmando que seu pai o destinara ao trono desde o princípio. Seu reinado durou 67 anos e durante esse período o Egito manteve-se sempre em pleno desenvolvimento. Um dos feitos mais marcantes desse faraó foi a famosa batalha de Kadesh, na qual ele enfrentou os hititas e que teve um desfecho indeciso, mas Ramsés a fez representar em seus monumentos como uma grande vitória.
Ele cobriu o Egito de templos e estátuas, além de usurpar monumentos de reis anteriores. São especialmente famosos os seus templos rupestres (escavados na rocha) da localidade chamada Abu Simbel (Núbia), os quais foram transportados para outro local quando se construiu a barragem de Assuão.

A título de curiosidade, saiba que esse faraó teve — segundo os historiadores afirmam — mais de 160 filhos! Seu primogênito, de nome Khaemouast e grande sacerdote do deus Ptah, morreu no ano 55 do longo reinado de Ramsés II e, assim, outro filho do faraó, Merneptah (c. 1224 a 1214 a.C.), subiu ao trono do Egito. Ele era o 14º da linha sucessória e, portanto, havia uma dúzia de príncipes separando-o do trono, mas não há provas de que ele tenha feito algo para superar esse obstáculo. Supõe-se que teria assumido o poder já com 60 anos de idade, embora não haja certeza a esse respeito.

Ramsés II (reinou em 1301-1235 a.C.), faraó egípcio, terceiro governante da XIX Dinastia, filho de Seti I e neto de Ramsés I.
Seus principais inimigos foram os hititas; com eles assinou um tratado, segundo o qual as terras em litígio se dividiam. Durante seu reinado construiu-se o templo de Abu Simbel e concluiu-se o grande vestíbulo hipostilo do templo de Amón, de Karnak.

Ramsés III (reinou de 1198 a 1176 a.C.), faraó egípcio da XX dinastia, grande líder militar que salvou o país de várias invasões. As vitórias de Ramsés III estão representadas nas paredes de seu templo mortuário em Madinat Habu, próximo à cidade de Luxor. O final de seu reinado foi marcado por revoltas e intrigas palacianas.

Os faraós eram tidos como descendentes de Rá ou Aton, o deus-sol. Os egípcios acreditavam que ele tinha sido o primeiro governante do Egito. A própria terra era considerada "filha" de Rá, tendo sido entregue aos cuidados do "irmão", o faraó. Para manterem a "pureza" do sangue real, os faraós casavam com as próprias irmãs.

A suposta origem divina legitimava o poder do monarca. Assim, quem se opusesse ao faraó estaria cometendo sacrilégio, porque agiria contra os próprios deuses. Hoje, vivemos numa sociedade em que governo e religião são coisas separadas. No Egito Antigo, essa distinção causaria estranheza, pois as duas coisas estavam intimamente ligadas: o faraó era autoridade tanto política quanto espiritual, e os templos e sacerdotes se mantinham com o dinheiro dos impostos.

 Também houve reinados de mulheres no Antigo Egito. Alguns preferiam as mulheres. Como por exemplo; HATCHEPSUT.

Hatshepsut nasceu em Tebas. Era a filha mais velha do rei Tutmés I (Tutmósis I) e da rainha Amósis.
Quando o seu pai morreu Hatshepsut teria cerca de quatorze anos (para alguns egiptólogos teria dezenove anos). Casou com seu meio-irmão, Tutmés II, seguindo um costume que existia no Antigo Egito que consistia em membros da família real casarem entre si. Após a morte de Tutmés II, cujo reinado é pouco conhecido, o enteado de Hatshepsut, Tutmés III, era ainda uma criança que não estava apta a governar. Por esta razão Hatchepsut, na qualidade de grande esposa real do rei Tutmés II, assumiu o poder como regente na menoridade de Tutmés III. Mais tarde, Hatchepsut decidiu assumir a dignidade de faraó.


 No Antigo Egito, embora as mulheres fossem submissas na sociedade os egípcios preferiam ser governados por elas, supostamente possuidoras de sangue divino, do que por homens que não o possuíssem. Entretanto a representação das rainhas muitas vezes era acompanhada por barbas longas, como símbolo de sabedoria. Em outros casos, como aconteceu com Hatshepsut, o reinado feminino era apagado da história do Egito por causa da insatisfação dos egípcios de serem governados por mulheres.

NECTANEBO II - O ÚLTIMO FARAÓ EGIPCIO
Foram 800 anos entre o final do reinado de Ramsés III e o início do de Nectanebo II. De 1153 a 1070 a.C, oito reis usaram o nome de Ramsés, mas nenhum conseguiu devolver ao Egito o seu esplendor. De 1070 a 715 a.C decorre o Terceiro Período Intermediário (da XXI a XXIV dinastia); em 715 a.C. tem início a Baixa Época, que terminará em 332 a.C, com a conquista de Alexandre.

Existe um DITADO que diz: "O FARAÓ É A ALMA DO EGIPTO"

O reinado
Nectanebo II sobe ao trono em 360 a.C, e tem que confrontar-se com uma situação muito difícil, quando o rei anterior, Teos, fugira do Egito após uma pesada derrota inflingida pelos persas. Nectanebo era soldado na Síria, regressou, conteve a revolta, fez-se reconhecer como chefe pelos notáveis locais e tornou-se faraó.

 Rei pacífico e religioso, conhece um clima de paz e possui uma economia relativamente estável que lhe permite por em prática um grande programa de construções. Dedica-se a construir e restaurar templos. Trabalha-se em:

•Mênfis
•Bubastis
•Abidos
•Karnak
•Edfu
•Filae

O fim
Entre 343-342 a.C o rei persa Artaxerxes III invade o Egito, por mar e terra, o Delta é invadido e Mênfis, a capital administrativa, é dominada. Todo o Egito é conquistado, e seus templos sofrem graves estragos. Não sabemos como desapareceu o último faraó egípcio, grande construtor e infortunado soldado. Deve ter acabado os seus dias na Núbia.

•Portanto, 343 a.C. foi o último ano em que um faraó de origem egípcia reinou no "trono dos vivos".

Os faraós da dinastia Ptolomaica governaram o Egito até o ano 30 a. C. Os faraós homens chamavam-se Ptolomeus, e o último da dinastia foi Ptolomeu XII. Os faraós mulheres chamavam-se Cleópatras, e o último da dinastia foi Cleópatra VII, filha de Ptolomeu XII. Cleópatra VII foi o último faraó do Egito de origem do Alexandre da Macedonia. Reinou de 51 a. C. até 30 a. C., quando os egípcios perderam a batalha de Actium, no Adriático, para os romanos. O Egito passou a ser dominado pelos Césares.



Em geral os reinados não duravam muito por causa das muitas guerras ou das crises políticas. Quando um faraó completava 30 anos no trono realizava-se uma festa para mostrar que o mesmo ainda tinha forças para continuar liderando o Império.

Se o primeiro faraó no Egito envolve ainda desconfianças, o último é consenso. Ptolomeu XV era filho de César e Cleópatra VII e pertencente à dinastia Lágida, identificado como o último faraó. O Egito foi invadido por vários povos e também dominado por Roma, não mais conseguiram se tornar um império independente.



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Quem eram 

Os faraós eram os governantes do Egito Antigo. Controlavam a vida política, econômica e social, pois tinham poder absoluto. Eram considerados e tratados como deuses pela sociedade egípcia antiga.

Principais faraós do Egito Antigo e respectivos períodos de governo (reinado):

I Dinastia
- Menés (3.150 a.C a 3.100 a.C) 
- Djer (3100 a.C a 3055 a.C) 
- Djet (3055 a.C a 3050 a.C) 
- Semerkhet (2969 a.C a 2960 a.C) 
II Dinastia
- Hotepsekhemui (2926 a.C a 2888 a.C) 
- Nynetjer (2847 a.C a 2800 a.C) 
- Senedj (2791 a.C a 2781 a.C) 
III Dinastia
- Sanakht (2686 a.C a 2667 a.C) 
- Djoser (2667 a.C a 2648 a.C) 
- Huni (2637 a.C a 2613 a.C) 
IV Dinastia
- Snefru (2613 a.C a 2589 a.C) 
- Knufu (2589 a.C a 2566 a.C) 
- Khafre (2558 a.C a 2532 a.C) 
- Menkaure (2528 a.C a 2500 a.C) 
V Dinastia
- Userkaf (2493 a.C a 2486 a.C) 
- Sahure (2486 a.C a 2474 a.C) 
- Menkauhor (2420 a.C a 2413 a.C) 
VI Dinastia
- Teti (2344 a.C a 2323 a.C) 
- Pepi I (2321 a.C a 2287 a.C) 
- Pepi II (2278 a.C a 2184 a.C) 
VII Dinastia
- Menkare (? a.C a 2171 a.C) 
VIII Dinastia
- Neferkamin II (2161 a.C a 2159 a.C) 
- Qakare Ibi (2159 a.C a 2155 a.C) 
IX Dinastia
- Kheti I (2140 a.C a ? a.C) 
X Dinastia
- Khety V (2100 a.C a ? a.C) 
XI Dinastia
- Antef I (2137 a.C a 2117 a.C) 
- Mentuhotep II (2060 a.C a 2010 a.C) 
XII Dinastia
- Amenemhat I (1991 a.C a 1962 a.C) 
- Amenemhat II (1926 a.C a 1895 a.C) 
XIII Dinastia
- Amenemhat VI (1788 a.C a 1785 a.C) 
- Hor I (? a.C a ? a.C) 
- Aaqen (? a.C a 1749 a.C) 
XIV Dinastia
- Nehesi (? a.C a ? a.C) 
XV Dinastia
- Apopi I (governou por 40 anos) 
XVI Dinastia
- Zaket (? a.C a ? a.C) 
XVII Dinastia
- Antef V (1625 a.C a 1622 a.C) 
- Kamés (1554 a.C a 1550 a.C) 
XVIII Dinastia
- Amen-hotep I (1551 a.C a 1520 a.C) 
- Tutmés I (1520 a.C a 1492a.C) 
- Hatchepsut (1473 a.C a 1458 a.C) 
- Tutankamon (xxxx a.C a xxxx a.C) 
XIX Dinastia
- Ramsés I (1292 a.C a 1290 a.C) 
- Seti I (1290 a.C a 1279 a.C) 
- Seti II (1203 a.C a 1197 a.C) 
XX Dinastia
- Ramsés IV (1155 a.C a 1149 a.C) 
XXI Dinastia
- Smendes (1077 a.C a 1051 a.C) 
- Amenemope (1001 a.C a 992 a.C) 
XXII Dinastia
- Osorkon I (922 a.C a 887 a.C) 
- Takelot I (885 a.C a 872 a.C) 
XXIII Dinastia
- Takelot II (837 a.C a 826 a.C) 
XXVI Dinastia
- Tefnakht (732 a.C a 725 a.C) 
XXV Dinastia
- Pié (752 a.C a 721 a.C) 
- Chabataka (707 a.C a 690 a.C) 
XXVI Dinastia
- Psamético I (664 a.C a 610 a.C) 
XXVII Dinastia (domínio persa sobre o Egito)
- Cambises (525 a.C a 521 a.C) 
- Dario I (521 a.C a 485 a.C) 
- Xerxes I (485 a.C a 445 a.C) 
XXVIII Dinastia
- Amirteus (404 a.C a 399 a.C) 
XXIX Dinastia
- Hakor (393 a.C a 380 a.C) 
XXX Dinastia
- Nectanebo II (360 a.C a 343 a.C), último Faraó egipcio
XXXI Dinastia (sergundo período de domínio persa no Egito)
- Artaxerxes II (343 a.C a 338 a.C) 
Dinastia Macedônida
- Alexandre I (332 a.C a 323 a.C) 
XI Ptolemaica
- Ptolomeu I (305 a.C a 285 a.C) 
- Cleópatra I (193 a.C a 176 a.C) 
- Ptolomeu XV (44 a.C a 30 a.C) - último faraó do Egíto Pitolomaico