8.08.2011

JOSÉ DO EGITO E A ESPULSÃO DOS HICSO

JOSÉ  FILHO DE JACÓ, NETO DE ISAQUE E BISNETO DE ABRAÃO



José foi importante para o ANTIGO EGIPTO




HISTÓRIA:
Filho preferido de Jacó, apesar de não ser o seu primogênito, neto de Isaque e bisneto de Abraão, (mas o primeiro filho de Raquel, a mulher que mais amava), José nunca escondeu a sua posição de superioridade em relação aos outros irmãos, que se ia manifestando através de sonhos em que a sua figura tomava sempre um lugar de destaque e liderança. O favoritismo, de que era alvo por parte do pai, valeu-lhe a malquerença dos irmãos, que o venderam, por 20 moedas (sheqel) de prata, como escravo a mercadores ismaelitas, os quais levaram José ao Egito do período da XVII dinastia.


Já no Egito, foi comprado por Potifar (oficial e capitão da guarda do rei do Egipto), de quem conquistou a confiança e tornou-se o diligente dos criados e administrador da casa. Na casa de Potifar, acabou estudando com um escriba e aprendeu o antigo egípcio. Foi preso após acusação injusta de tentativa de abuso da mulher do seu amo, depois de uma tentativa frustrada de sedução por parte desta.

 NA PRISÃO:
Na prisão tornou-se conhecido como intérprete de significado dos sonhos. Lá, ele decifrou o sonho do copeiro-chefe e padeiro-chefe do palácio do Faraó, que foram presos acusados de conspiração. Segundo a interpretação de José, o sonho do padeiro-chefe indicava que este seria enforcado, mas o do copeiro-chefe indicava que este seria salvo, tendo isto mesmo ocorrido (Gênesis 40:1-22).



O sonho do Faraó:
Vale ressaltar que àquela época a casta dos sacerdotes se opunham ao faraó, apoiavam um outro faraó, Taá II, que tinha domínio no Alto Egito e sempre estavam por trás das fomentações de conspirações. O faraó Apopi I pertencia a linhagem dos hicsos, um povo que havia invadido e tomado o poder no Egito.

Um dia, o Faraó teve um sonho profético no qual 7 vacas magras comiam 7 vacas gordas e mesmo assim continuavam magras. Para explicar seu sonho, ele convocou todos os sacerdotes do Egito para decifrá-lo. Nenhum desses conseguiu, então o copeiro-chefe se lembrou do escravo na prisão, José, que tinha decifrado seu sonho e indicou-o ao Faraó. Então, o Faraó chama José e este consegue dar uma interpretação que o satisfaz, de que o Egito passaria por 7 anos de fartura e 7 anos de seca, consecutivos.



José torna-se Adon do Egito
Logo após a interpretação de José, o Faraó, muito satisfeito com a inteligente interpretação de José, dá a José um anel de seu dedo e o nomeia Adon do Egito, um cargo semelhante a chanceler, apesar de algumas versões da bíblia trazerem a palavra Governador.

José, então, ordena que se construam celeiros para guardar a produção do Egito durante os anos de fartura. Em verdade, também, José, nos anos em que passou na prisão, havia se inteirado da situação política do Egito e sabia também que nos anos de seca apenas ele, do Baixo Egito, teria comida criando assim uma vantagem sobre o soberano egípcio Taá, apoiado pela casta sacerdotal e que governava o Alto Egito. E assim aconteceu. Nos 7 anos de seca, José, que vendia os cereais dos celeiros reais a preço de ouro, conseguiu comprar para o Faraó quase a totalidade das terras do Alto Egito.

José reencontra-se também, com os seus irmãos, que pensavam erradamente que José ia matá-los. José depois se apresentou a seu pai que correu aos braços arrependido, e com a chegada destes, com seu pai, ao Egito. É assim que o povo israelita se instala no Egito, antes de ser escravizado e, mais tarde, libertado sob a liderança de Moisés.

 O fim do governo:
É possível que durante os anos de seca os sacerdotes tenham conseguido despertar a ira popular contra José e Apopi I, o faraó hicso, pois é durante esses anos que acontecem vários conflitos civis contra os governantes que terminaram com a vitória do faraó Taá II e seu exército, que tomaram primeiro Mênfis e depois a então capital Tânis. Vendo-se sem condições de vencer, Apopi e seus vassalos refugiam-se em Aváris, a cidade fortaleza construída pelos hicsos. Os hicsos acabaram finalmente vencidos, depois de aproximadamente 500 sobre as terras do Egito, por Ahmés I filho de Taá, na XVIII dinastia. É muito provável que José tenha morrido durante esses combates contra Taá II ou em um dos conflitos civís. Mesmo com a ascensão demorada de José, que era cárcere e, depois de Deus o usar como intérprete para os sonhos do Faraó Ramsés, se tornar o 2º na terra do Egito, nunca foi vista uma mudança de ego em José. Após o encontro com sua família, José arranjou a melhor terra no Egito para que sua família morasse. José viveu muitos anos até sua morte, mas nunca se esqueceu da aliança de Deus para o povo de Israel. Essa aliança foi a de que a terra de Canaã, onde morava seu pai Jacó, seria dada à Abraão e seus descendentes. Antes de sua morte, José pediu para que fosse enterrado na Terra de Canaã, pois era a Terra que Deus tinha dado a Abraão e seus descendentes por herança. O povo de Israel somente saiu do Egito na época de Moisés.

Também uma curiosidade!
Jericó é considerada a cidade mais antiga ainda existente, com mais de 10.000 anos. situada às margens do rio Jordão, na Palestina, encrustada na parte inferior da costa que conduz à serra de Judá, a uns 8 quilômetros da costa setentrional da parte seca do Mar Morto (a quase 240 m abaixo do nível do Mar Mediterrâneo) e aproximadamente a 27 km de Jerusalém. Foi uma importante cidade no vale do Jordão, na costa ocidental do rio Jordão.


                               JERICÓ

 XVII DINASTIA EGIPCIA

A XVII dinastia egípcia foi a última governada por faraós hicsos, e tinha governantes centrais hicsos na capital Aváris e governantes rebeldes egípcios, apoiados pela casta sacerdotal, que exerciam um poder paralelo sobre o Alto Egito, tendo Tebas como sua capital.


Essa foi uma dinastia marcada por diversos conflitos na tentativa de expulsar os invasores hicsos do Egito, o quê só foi conseguido, arpoximadamente, no ano de 1550 a.C., quando Ahmés I (ou Amósis) expulsou finalmente o último governate Hicso, fundou a XVIII dinastia e iniciou o período conhecido como Império Novo.

Após tomar o poder, os egípcios apagaram o nome dos governantes hicsos e retrataram seus antepassados como governantes verdadeiros, por isso durante muito tempo houve certa confusão sobre quem detinha o poder central nesta dinastia.

Supõe-se que foi nesta dinastia que ocorreu a história de José do Egito, retratada na Bíblia, na qual José, um israelita, entra no Egito como escravo e, após decifrar o sonho profético do faraó hicso, é elevado ao cargo de governador do Egito, uma espécie de chanceler. Depois de José, se inicia a escravidão do povo israelita que termina na XIX dinastia com Moisés guiando o povo para Canaã.

 A vitória sobre os hicsosTaá II, com o apoio dos sacerdotes e da população egípcia, conseguiu guiar seus exércitos de tebas, cercar e tomar Mênfis e depois tomar a, então, capital Tânis. Depois que avançou com seus exércitos sobre3 tânis, Apopi I se refugiou na fortalesa dos Hicsos, Aváris, a qual foi tomada mais tarde por Ahmés I no começo da XVIII dinastia

A XVII dinastia teve dois poderes paralelos, o central dos hicsos e faraós egípcios apoiados pela casta dos sacerdotes que governavam o Sul. Após a derrota final dos hicsos, por Ahmés I, alguns nomes de faraós hicsos foram apagados propositalemnte, bem como os registros de sua história e datas de reinados.


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NOVO REINO.

1580-1085 a . C.

A expulsão dos hicsos marcou nova fase de enorme desenvolvimento militar, a ponto de transformar o Egito em potência imperialista. O período começou sob o reinado de AMÓSIS e continuou com TUTMÉS I e HATSHEPSUT, regente durante a menoridade de TUTMES III. HATSHEPSUT foi a primeira egípcia a atribuir-se poderes de faraó. Mas foi TUTMES III que estendeu a dominação até o Rio Eufrates.

Os hebreus, também invasores de origem asiática, foram dominados e escravizados perto de 1250 a.C. os hebreus conseguiram deixar a região sob o comando de MOISES, no chamado ÊXODO. Assim a unidade territorial e política foi restabelecida e tebas retornou a posição de capital, dando início ao NOVO REINO, período de apogeu de civilização egípcia.

No apogeu AMENÓFI IV, casado com a rainha NEFERTITI, fez uma revolução, substituiu o deus tradicional AMON-RÁ, por ATON, simbolizado pelo disco solar. A medida que tinha caráter político, pois Amenofis queria livrar-se dos sacerdotes, Amenofis os expulsou, construiu um templo em HERMÓPOLIS e passou a chamar AQUENATON: supremo sacerdote do novo deus.

O sucesso de Tutancaton,restaurou o deus AMON e colocou fim a revolução,mudando o próprio nome para TUTANCAMON.
O uso das técnicas militares apreendidas com os hicsos, os faraós organizaram exércitos permanentes, lançando-se em guerras de conquistas. Assim invadiram territórios da Ásia, dominando cidades como Jerusalém, Damasco, Assur e Babilônia. Os povos submetidos eram obrigados a pagar são faraó tributos em forma de ouro, escravos e alimentos.

Contudo apesar da expansão e enriquecimento do Império a exploração dos camponeses e escravos continuava: por isso diversos movimentos contra os abusos nas cobranças de impostos e a miséria eclodiram no reinado de RAMSÉS II.

Ramsés II (1320-1232 a.C.) enfrentou novos obstáculos como a invasão dos hititas vindos da Ásia Menor.

O Império estava em declínio, inimigos ameaçavam as fronteiras e internamente a remitência enfraquecia coma rivalidade entre faraó e grandes senhores enriquecidos pela guerra.

Por volta do século VII a.C., os assírios invadem o país. Em 525 a.C., o rei persa CAMBISES bate o faraó PSAMÉTICO III. A independência acabou. Nos séculos posteriores os povos do NILO seriam dominados pelos gregos e por último cairiam nos domínios do imperialismo romano, 30 a.C.


Faraós egípcios

Rahotep (Sekhem-re-wahkhaw)
Sobekemsaf I (Sekhem-re-shedtawy)
Intef VI (Sekhem-re-wepmaat)
Intef VII (Nebkheper-re)
Intef VIII (Sekhem-re-herher-maat)
Sobekemsaf II (Sekhem-rewadjkhaw)
Taá I (Senakhten-re)
Taá II (Sekenen-re)
Kmés
    
    Antigo Egito

Faraós e dinastias
Período pre-dinástico

Período protodinástico
Época Tinita: I - II
Império Antigo:
III IV V VI
1º Período Intermediário:
VII VIII IX X XI

Império Médio: XI XII
2º Período Intermediário:
XIII XIV XV XVI XVII

Império Novo:
 XVIII XIX XX
3º Período Intermediário:
XXI XXII XXIII XXIV XXV

Época Baixa: XXVI XXVII
XXVIII XXIX XXX XXXI

Período Greco-romano:
Dinastia macedónica

Dinastia Pitolomaica
Periodo Romano

6.14.2011

EGIPTO ANTIGO - ORGANIZAÇÃO

                     
  ESTE É O MARAVILHOSO EGITO CHEIO DE MAGIA E MISTÉRIOS QUE ENCANTA A TODOS. UM POVO MÍSTICO COM UM PASSADO HISTÓRICO COM DERROTAS E TAMBÉM GRANDES CONQUISTAS.
                           




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                          OFICIALMENTE, REPÚBLICA ÁRABE DO EGITO


                                 CAIRO


                                 CAIRO

 Possui 70 milhões de habitantes, 84% são islãmicos. CAIRO é a capital do país. Quase toda a população do Egito se concentra ao longo do vale do Rio Nilo, em uma área de aproximadamente um trigésimo da área do país de mais de um milhão de km quadrados.


O Período Pré-Dinástico no Egito é referente a época em que o Egito era dividido entre Baixo Egito e Alto Egito. Foi o período onde o homem se estabeleceu na região e desenvolveu suas técnicas agrícolas que permitiriam mais tarde a formação da primeira dinastia e de um grande império.

Entre 13.000 e 10.000 a. C., a região que hoje representa os desertos do Saara e Árabes, passavam por um processo de aumento das temperaturas, ocasionando chuvas intensas. O vale do Rio Nilo tornou-se então pantanoso e atraiu animais e pessoas que formavam grandes grupos de nômades para se aproveitarem das riquezas do solo na região.

 Há mais de 4000 anos antes de Cristo, a dominação das técnicas agrícolas permitiu o surgimento de várias civilizações ao redor do mundo. No extremo nordeste da África, em uma região de características desérticas, a civilização egípcia floresceu graças aos abundantes recursos hídricos e terras férteis que se localizavam nas margens do rio Nilo.

O ciclo das águas nesta região promovia o regular transbordamento do rio que, durante a seca, deixava um rico material orgânico na superfície de suas terras. Percebendo tal alteração, os egípcios tiveram a capacidade de desenvolver uma civilização próspera que se ampliou graças às fartas colheitas realizadas.

Dessa forma, temos definido o processo de desenvolvimento e expansão dos egípcios.
No campo político, os egípcios estiveram organizados através da formação dos nomos. Os nomos eram pequenas parcelas do território egípcio administradas por um nomarca e tinha a função de rei, juiz e chefe militar. Pela necessidade de defesa os nomos se uniram e acabaram formando dois reinos, o baixo Egito, que ficava ao norte, próximo ao Delta do Nilo e o alto Egito que fica mais ao sul.
         
O alto Egito possuía 22 nomos, era conhecido como Ta Shemau que significa “terra dos juncos” e era representado por uma coroa Branca. O baixo Egito possuía 20 Nomos, era conhecido como Ta Mehu que significa “terra do Papiro”, era representado pela coroa vermelha e seus símbolos eram o papiro e a abelha. Veja abaixo a ilustração das coroas:

     Após a unificação, foi feita uma combinação das coroas anteriores, para representar o domínio sobre as duas terras:

Tempos mais tarde, esses vários nomos estavam centralizados sob o poderio de um imperador



  Eram como um OASIS no DESERTO.

O Egito Antigo foi uma das maiores civilizações da Antiguidade, que surgiu a partir de aldeamentos agrícolas no vale do rio Nilo, na África, em cerca de 4000 a.C. Os antigos chamavam seu país de Kemet, que significa negro (por causa da terra).
Muitos dos ideais e crenças modernos, assim como grande parte do conhecimento sobre o homem, tiveram origem no Egito. Lá se desenvolveu o primeiro tipo de governo nacional do mundo. A religião foi uma das primeiras a enfatizar a existência da vida após a morte. Os egípcios produziram uma arte e uma literatura expressivas, introduziram a arquitetura de pedra e fabricaram o primeiro material adequado para a escrita, o papiro.



 



 Dependiam das cheias do rio Nilo até 1100 a.c., quando se dividiu em regiões autônomas.

 Posteriormente foram conquistados pelos assírios ( 662 a.c.), persas (525 a.c.), gregos (332 a.c.) 300 anos, romanos 600 anos, Os árabes governaram após o século XII durante 600 anos, introduzindo a língua árabe e o Islamismo, Império Otomano, franceses. 

 Os britânicos conquistaram  o Egito 72 anos, por duas razões: O Canal de Suez que ligava os mares do oriente ao Mediterrâneo e o Egito era o maior produtor de algodão do mundo, matéria-prima fundamental para a indústria têxtil inglesa, a mais moderna da época.

 O EGITO SE TORNOU INDEPENDENTE EM 1922\1924.

ORGANIZAÇÃO:

FARAÓS
Faraó - soberano todo poderoso, considerado deus vivo, filho de deuses e intermediário entre estes e os homens. Era objeto de culto e sua pessoa era sagrada. O faraó tinha autoridade absoluta: concentrava em si os poderes político e espiritual. Ele ocupava o topo da hierarquia social, filho de Amon-Rá, o deus-sol, e encarnação de Hórus, o deus-falcão. Por isso, esse governo é chamado de teocrático.





Nobres - proprietários de grandes domínios, ocupavam também os principais postos do exército. Esta camada era formada por familiares do faraó, altos funcionários do palácio, oficiais superiores do exército e chefes administrativos.

Sacerdotes - muito cultos, enriqueciam com oferendas feitas pelo povo aos deuses. Eram dispensados do pagamento de impostos e eram proprietários de muitas terras. A função sacerdotal era lucrativa e honrosa, passando de pai para filho. Os sacerdotes tinham a cabeça raspada e uma de suas funções era transmitir as respostas das divindades às perguntas dos fieis.

Escribas - se encarregavam da cobrança dos impostos, da organização escrita das leis e de decretos e da fiscalização da atividade econômica em geral.

Soldados - viviam dos produtos dados em pagamento pelos serviços e dos saques realizados durante as guerras. Nunca atingiam os postos de comando, pois eram reservados à nobreza.

Artesãos - trabalhadores que exerciam diferentes ofícios e que eram geralmente contratados por empreiteiros de grandes obras. Trabalhavam como pedreiros, carpinteiros, desenhistas, escultores, pintores, tecelões, ourives etc. Eles exerciam suas atividades nas grandes obras públicas recebendo em troca apenas alimento.

Camponeses - compunham a maior parte da população, viviam submetidos a uma violenta repressão por parte da camada dominante, que a ameaçava constantemente com exércitos profissionais para forçá-la a pagar impostos. Trabalhavam nas propriedade do faraó e dos sacerdotes e tinham o direito de conservar para si uma parte dos bens por eles produzidos.

Escravos - originários da escravidão por dívidas e da dominação de outros povos através das conquistas militares. Faziam os serviços domésticos ou trabalhavam nas pedreiras e nas minas.

Na sociedade egípcia desenvolveu-se o chamado modo de produção asiático, em que todas as terras pertenciam ao Estado e os camponeses das aldeias tinham o direito de cultivar o solo desde que pagassem um imposto coletivo. Esse imposto era pago com cereais, que eram estocados nos armazéns reais. Nessa sociedade, a base da economia era a agricultura. Cultivavam-se principalmente trigo, cevada, frutas, legumes, linho e algodão. Dentre outras atividades destacamos o comércio a indústria artesanal de tecidos e de vidro, a construção de navios, a cerâmica e a criação de bois, carneiros, cabras, asnos etc. O Estado intervinha na economia controlando a produção, recrutando mão-de-obra e cobrando impostos.

Religiosidade
Quanto a religiosidade, os egípcios eram politeístas, isto é, adoravam vários deuses, inclusive alguns animais, como o gato, o boi e o crocodilo, que eles consideravam sagrados. Além de ser politeísta, era também antropozoomórfica, pois os deuses eram representados geralmente pela figura humana e animal. A religião dos antigos egípcios passou por várias etapas: de um simples politeísmo para a mais recuada expressão conhecida de monoteísmo, retornando depois ao politeísmo. Durante o período do Antigo Reino, o culto do sol, corporificado na adoração de Rá foi o sistema dominante de crença. Servia como religião oficial cuja função principal era dar imortalidade ao Estado e ao povo, coletivamente. Para os egípcios, a morte apenas separava o corpo da alma. A vida poderia durar eternamente, desde que a alma encontrasse no túmulo o corpo destinado a servir-lhe de moradia. Era preciso então, conservar o corpo, e para isso os egípcios se aperfeiçoaram na técnica da mumificação.


As ciências Egípcias
Não é à toa que as sete maravilhas do mundo antigo estão no Egito, que legou à humanidade grandes conhecimentos. Os egípcios se distinguiram pelo desenvolvimento da arquitetura, por conhecimentos matemáticos, de astronomia, medicina e engenharia. O ano dividido em 365 dias, 12 meses com 30 dias são herança egípcia. Eles desenvolveram os relógios solares, estelares e à base de água para medir o tempo.
Utilizaram-se da geometria para solucionar problemas de medidas relacionadas com as terras rurais e erguer grandes construções. Ousaram na medicina, realizando cirurgias, inclusive utilizando-se de anestésicos, e trataram de muitas doenças. Mas, acabaram misturando, na medicina, a ciência com a magia, pois a sua religiosidade, com crença em vários deuses, ela era muito saliente.

Se muitos faraós foram conservados por séculos para se mostrarem quase intactos na Idade Contemporânea, isso foi obra de apuradas técnicas de MUMIFICAÇÃO. De acordo com Heródoto, um historiador um grego muito famoso, o processo de mumificação era feito da seguinte forma:
                                                    
"Tiram-lhe primeiro o cérebro, com ferro curvado, que introduzem nas narinas e com o auxílio de drogas, que injetam na cabeça. Fazem em seguida uma incisão no ventre, com uma pedra cortante da Etiópia. Tiram por esta abertura os intestinos, que são lavados, passados por vinho de palma e por aromas, enchem, seguidamente, o ventre de mirra (resina de uma árvore utilizada como incenso ou perfume), canela e outros perfumes, depois o costuram cuidadosamente. Terminado isto, salgam o corpo e cobrem-no de natrão (carbonato de sódio natural) durante setenta dias. Acabado este prazo, lavam o corpo e o envolvem inteiramente em faixas de linho". Depois colocavam o corpo no sarcófago. Os pobres possuíam processos de mumificação muito mais simples.
 Heródoto, historiador grego

Língua e literaturas egípcias


Hieróglifos em uma estela funerária.


Os egípcios foram uma das primeiras civilizações do mundo a fazer a utilização da escrita. Foram desenvolvidos por eles três diversidades alfabéticas:

O alfabeto hieróglifos era uma escrita considerada religiosa;

O alfabeto hierático era de grande simplicidade. Era uma escrita utilizada pelos nobres e pelos membros do sacerdócio;

O alfabeto demótico era um tipo de escrita utilizada pela maioria da população. Era utilizada pelas classes economicamente menos privilegiadas da sociedade egípcia.


Na época da campanha de Napoleão no Egito, o francês especialista em arqueologia Jean Françóis Champolion levou para França, no ano de 1799, um documento rochoso do aglomerado urbano de Roseta. Nesta rocha estão escritos três tipos de alfabeto. São eles: hieroglifo, grego e demótico. Em 1822, Champollion fazia comparação do texto em língua grega clássica com o tema exatamente igual em hieróglifos. Conseguiu fazer a decifração do alfabeto egípcio. Isso foi uma contribuição dada por Champollion para os trabalhos intelectuais sobre a civilização egípcia.

Os egípcios praticavam a escrita de modo principal numa planta que recebeu o nome de papiro. Esta planta era facilmente encontrada em grande quantidade às margens do rio Nilo. Do miolo do papiro era feito o corte. Suas partes se ligavam umas com as outras e depois era feita a prensagem. Formava assim rolos que inclusive eram produtos de exportação para as civilizações vizinhas. Os egípcios deram contribuição de vários livros escritos. A maioria dessas publicações trata de temas relacionados à religião. Um famoso exemplo é o Livro dos mortos.


Música egípcia

Pelos documentos encontrados, como fragmentos de músicas e instrumentos, a música teria iniciado na mesopotâmia e no Egito antigo. De fato, em 1950 os arqueólogos encontraram uma canção de origem assíria datando de 4000 a.C., gravada numa tabuleta de argila.

Os egípcios usavam muito a música em todas as ocasiões religiosas ou da sociedade, como casamento , festas, canções de guerra, de vitória, ou para expressar sentimentos de melancolia e de luto. Tocavam lira, citara, oboé, címbalo, harpa e instrumentos com caixa de ressonância. Era comum as mulheres ricas serem excelentes cantoras. Junto com a música, desenvolveu-se a dança e a coreografia, Os mesopotâmios e os egípcios já conseguiam escrever a música de sinais próprios para a sua execução pública.

Influência da civilização egípcia sobre outras civilizações

Os egípcios tiveram grande influência no desenvolvimento de vários povos limítrofes ou longínquos. Muitos eruditos de outros povos da antiguidade iam buscar seus conhecimento no Egito, onde trabalhavam como estagiários. Inventaram várias ciências tais como a geometria, que depois passou a ser seguida pelos gregos e por outros povos e países.


Na medicina, a influência egípcia foi quase total. De facto, ultrapassaram todos os povos antigos nos conhecimentos médicos, tentando procurar as soluções para todas as doenças existentes na antiguidade oriental.


Quanto à religião, seus deuses e suas crenças chegaram a se espalhar por toda a parte. As pirâmides impressionaram o mundo, e a sua crença na imortalidade da alma foi considerada um avanço na espiritualidade.

Quanto à escrita, foram pioneiros na arte de escrever, pois sinais e marcas chegaram à Fenícia, onde foram simplificados, resultando no alfabeto que temos nos dias de hoje. Grande contribuição às civilizações foi o papiro que o Egito forneceu a todo o mundo antigo para escrever seus livros, construir o conteúdo de suas bibliotécas e fornecer material para estudos dos seus sábios.


 O ESTUDO DA CIVILIZAÇÃO EGÍPCIA, DA ANTIGUIDADE AOS NOSSOS DIAS

 A descrição do desenvolvimento da civilização egípcia se baseia nas descobertas arqueológicas de ruínas, tumbas e monumentos.

Os hieróglifos proporcionaram importantes dados.

A história egípcia, até a conquista de Alexandre III, o Magno, se divide nos impérios antigo, médio e novo, com períodos intermediários, seguidos pelos períodos tardio e dos Ptolomeus.

As fontes arqueológicas mostram o nascimento, por volta do final do período pré-dinástico (3200 a.C.), de uma força política dominante que, reunindo os antigos reinos do sul (vale) e do norte (delta), se tornou o primeiro reino unificado do antigo Egito. Durante a I e II Dinastias (3100-2755 a.C.), algumas das grandes mastabas (estruturas funerárias que antecederam às pirâmides) foram construídas em Sakkarah e Abidos.


                                                  Mastaba em Meidum